Técnica:
Serigrafia sobre papel
Assinada
40 x 30 cm (a mancha)
60 x 50 cm (total)
com moldura
"Sem Título" de Paulo Ossião
PAULO OSSIÃO
Paulo Ossião nasceu em Lisboa em 1952.
Frequentou a Faculdade de Belas Artes de Lisboa.
É autor de uma vasta obra que se estende entre a pintura, cerâmica, desenho e escultura. Sendo reconhecido pelos tons de azul utilizados nas suas obras e a apreciada técnica de aguarela, considerado o mais importante aguarelista português da atualidade.
Realizou uma primeira exposição individual foi em 1984 em Cascais, tendo sido nessa década de oitenta que se deu a sua internacionalização, através de um convite para integrar o conjunto de pintores do Instituto Europeu de Aguarela, o que lhe permitiu expôr a par do que de melhor se fazia em termos de Aguarela na Europa. Viajou e expôs durante uma década em conjunto com outros membros em Londres, Dublin, Belfast, Antuérpia, Haia, Bruxelas, Luxemburgo, Viterbo e Paris.
Ao longo da sua carreira foram realizadas algumas serigrafias das suas obras.
Colaborou sempre que lhe foi possível com as instituições de solidariedade social que o solicitaram, como por exemplo a série de 2 dezenas de trabalhos que efectuou com utentes do "Centro 5ª. Essência de Albarraque", trabalhos a quatro mãos, que resultaram em leilão de beneficência em 2008, e ainda com várias outras organizações ligadas â deficiência.
Em 2002 editou o livro “Olhares” com desenhos e aguarelas suas, e texto do crítico de arte Edgardo Xavier.
Em 2024, a Marinha Portuguesa galardoou Paulo Ossião com o título de "Pintor da Marinha" reconhecendo o seu trabalho em torno do mar e dos temas marítimos e autorizando-o a utilizar a imagem de uma âncora juntamente com a assinatura das suas obras.
"Penso que a aguarela exige uma especial sensibilidade, daí que não sei explicar o porquê desta atração pelas tintas de água e pelas transparências, a vibração da luz nos espaços brancos do papel, o trabalhar quase no limite do gestual.”
"... Papel branco e água. E os pigmentos que se dissolvem em transparências. Sucessão de tonalidades do sentir. Atmosferas delicadas, fascínio de constrastes, estruturas, horizontes de mistério, silhuetas que se adivinham..."
